A vasta região da Baixada de Santa Cruz era originalmente povoada pelos índios Tupi-Guarani. Com a chegada dos portugueses, a região foi doada a Cristóvão Monteiro e, um século mais tarde, por meio de doações e aquisições, viria a pertencer à Companhia de Jesus. Esse imenso latifúndio, a poderosa fazenda de Santa Cruz, se tornou a fazenda mais desenvolvida da Capitania, com milhares de escravos, cabeças de gado e variados tipos de cultivo.

Em 1759, com a expulsão dos jesuítas pelo Marquês de Pombal, a fazenda reverteu para a coroa portuguesa e, a partir de 1808, se transformou num local de veraneio para a Família Real. No reinado de Dom Pedro II, a fazenda se transformou na Fazenda Nacional de Santa Cruz onde, no final de 1881, foi inaugurado o moderno matadouro de Santa Cruz.

Na década de 1930, foram feitas grandes obras de saneamento e criadas colônias agrícolas. Mais tarde, nos antigos campos de lavoura surgiriam indústrias, como a nova Companhia Siderúrgica Nacional e outras empresas. Atualmente, está sendo construída na região a Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA), com extenso píer na Baía de Sepetiba.

Nas décadas de 1970 e 1980, a CEHAB construiu diversos conjuntos habitacionais na periferia de Santa Cruz, destacando-se os conjuntos de Antares, Otacílio Camará (Cesarão), Olímpio dos Santos (Urucânia), João XXIII, entre muitos outros.
Os principais acessos à Santa Cruz, além do trem (a estação de Santa Cruz foi inaugurada em 1879), são a Avenida Cesário de Melo, a Rua Felipe Cardoso e a Avenida Brasil.

Fonte: http://portalgeo.rio.rj.gov.br