Vila Olímpica Jornalista Ary de Carvalho

Endereço: Rua Paulino do Sacramento, s/nº
Tel: 2405-5753.

A Vila Olímpica Ary Carvalho foi inaugurada em 2003.

Atividades oferecidas: atletismo, alongamento, basquete, caminhada, capoeira, dança , dança de salão, futebol de campo, futsal, futebol society, ginástica, hidroginástica, judô, jiu jitsu, karatê, natação, taekwondo, vôlei e recreação, iniciação esportiva, step e bocha. Além disso, são oferecidas atividades para pessoas com deficiência, tais como hidroginástica, natação, atletismo, bocha, fisioterapia, ginástica médica e alongamento.

Funcionamento: de 3ª a 6ª feira, das 7h às 22h; aos sábados e domingos, das 7h às 17h. Nas segundas-feiras a vila abre das 18h às 22h.

Biografia do Jornalista Ary de Carvalho

Ary Carvalho nasceu em Birigüi, interior de São Paulo. Aos 14 anos, mudou-se para a capital, para continuar os estudos. Em 1955, trabalhava no jornal do bairro onde morava, a Folha de Pinheiros. No bar Ponto Chic, reduto da boemia paulista, conheceu um fotógrafo da Última Hora - de Samuel Wainer - que havia documentado um casamento celebrado pelo rito maçom e precisava de texto para complementar a reportagem.

Ary comprou dois livros sobre o assunto, observou as fotos e foi para a máquina de escrever. A reportagem, com a assinatura do autor, foi publicada na capa do segundo caderno do jornal, onde ele conseguiu emprego. Em pouco tempo, passou da reportagem Geral para a Economia e, a seguir, foi ser chefe de reportagem.

Depois de promovido a secretário de redação do jornal e, em seguida, a diretor - o mais jovem diretor de redação da Última Hora -, Ary Carvalho aceitou, em 1961, o desafio de dirigir a Última Hora do Paraná, que, sob seu comando, passou de seis mil exemplares diários para 23 mil. Em 1962, nova mudança. A convite de Samuel Wainer, transferiu-se para Porto Alegre, onde foi dirigir a Última Hora gaúcha, que, assim como a de São Paulo e de outras capitais, foi impedida de circular pelos militares que tomaram o poder no golpe de 1964.

Foragido durante algumas semanas, o jornalista veio ao Rio de Janeiro visitar Samuel Wainer, que estava exilado na Embaixada do México, e lhe propôs a compra do diário. Wainer aceitou vender as máquinas de escrever, oito máquinas fotográficas, quatro lambretas, um arquivo fotográfico e dois carros, mas não o título.

De volta a Porto Alegre, Ary Carvalho lançou, no dia 4 de maio de 1964, o Zero Hora, um tablóide que revolucionou a imprensa no Rio Grande do Sul. Em 1970, vendeu o Zero Hora aos atuais donos da Rede Brasil Sul de Comunicações. Transferiu-se para o Rio, onde dirigiu O Jornal e de onde saiu para ser diretor-editor da Última Hora carioca. Acabou comprando o título com o dinheiro que recebera da venda do Zero Hora e instalou o jornal num prédio na zona do Cais do Porto. Mais profissionais foram contratados, e o jornal aumentou sua circulação.

Em 14 de outubro de 1983, Ary Carvalho adquiriu O DIA, que vendia 180 mil exemplares nos dias úteis e 300 mil aos domingos. Iniciou, então, uma transformação editorial e gráfica, fiel ao lema estabelecido nos primeiros dias de sua administração - �fazer um jornal melhor todo dia� - e sem perder o foco em seu principal parceiro: o leitor, como fez questão de destacar na capa da edição comemorativa dos 50 anos do DIA, em 5 de junho de 2001.

As inovações adotadas pelo jornalista e empresário não apenas mudaram o aspecto e o conteúdo do DIA, mas também transformaram o jornal numa empresa moderna, alcançando altos níveis de eficiência que lhe valeram vários prêmios nas áreas de jornalismo, administrativa e de marketing. Casado com Marlene, Ary Carvalho tinha três filhas - Eliane, Lígia e Ariane - e quatro netos, Arthur, Fernanda, Júlia e Maria Helena. Deixa uma irmã, Adail Padoan."

Fonte: http://www.observatoriodaimprensa.com.br/