Teatro Estadual Mário Lago

Endereço: Rua Jaime Redondo, 2
Tel: 2405-5466
Lotaçao: 190 lugares

Histórico do Teatro Mário Lago

O Teatro Mário Lago, em Vila Kennedy, foi criado a partir de um galpão da Companhia Estadual de Habitação (CEHAB-RJ), em março de 1979, através da mobilização de um grupo de artistas e da comunidade local. As primeiras obras fizeram parte da execução do I Plan Rio, sob a coordenação do Secretário de Obras Hugo de Matos.

Em 19 de julho de 1990, o espaço passou aos cuidados da Secretaria de Cultura do Estado. O então governador Moreira Franco transferiu, através da assinatura de convênio, a administração do teatro para a FUNARJ, presidida pelo produtor Rodrigo Farias Lima.

Anteriormente, sua responsabilidade estava com a Associação dos Artistas da Zona Oeste (Associartis). A entidade – que nos anos 70 recebeu o antigo galpão da CEHAB-RJ – reivindicou a mudança da administração por não dispor de recursos financeiros e humanos para as reformas e funcionamento da unidade.

A última obra foi concluída em dezembro de 2006, quando foram reformados o telhado e a fachada do prédio. Também foram instalados sistemas de ar-condicionado e iluminação, além de novos assentos.

Foi também em 2006, em 26 de dezembro, que o Governo do Estado substituiu o antigo nome do teatro – Faria Lima, ex-governador do Rio de Janeiro – pelo nome do ator, poeta e compositor carioca Mário Lago (1911- 2002).

Apresentação

Situado na Vila Kennedy, em Bangu, na zona oeste do Rio, o Teatro Mário Lago oferece uma programação intimamente ligada à comunidade, privilegiando a manutenção de cursos e oficinas, shows de música e espetáculos teatrais. A maioria dos espetáculos que enchem seus 310 lugares é gratuita, com a entrada organizada através de senhas distribuídas 30 minutos antes da apresentação.

O teatro leva o nome do ator, poeta e compositor carioca Mário Lago (1911- 2002), que, nos anos 40, se tornou um dos mais renomados galãs do teatro de comédia brasileiro. Mário Lago também teve a carreira marcada pela atuação política em favor de sua classe.

Durante a década de 80, o espaço conviveu com programações intensas e lotação esgotada – o teatro de revista foi o gênero mais encenado. Artistas consagrados como Sérgio Britto, Blecaute e Zezé Motta já se apresentaram no palco do Mário Lago. O diretor Luiz Antônio Pilar e o vocalista da Banda Brasil, Nelson Kaê, iniciaram nele suas trajetórias profissionais.

Grupos locais encenaram textos de grandes autores como Martins Penna, Bertold Brecht, Maria Clara Machado, Chico Buarque e Ruy Guerra. Em sua inauguração como espaço cênico em 1979, foi montado o espetáculo A Prima Dona, de José Maria Monteiro.

Este espaço pertence à FUNARJ / Fundação Anita Mantuano de Artes do Estado do Rio de Janeiro, vinculada à Secretaria do Estado de Cultura.

Fonte: Secretaria Estadual de Cultura